sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um jeito nordestino de ser....

Este ano fiz um carnaval diferente. Ao invés de pular atrás do trio, dançar em salões lotados ou desfilar na avenida trajando luxuosas fantasias, fiz uma viagem a Natal, no Rio Grande do Norte. Como não poderia ser diferente, a viagem foi maravilhosa. Mas neste espaço não quero falar da viagem, mas sim do Nordeste, este pedaço de paraíso que fica num Brasil a parte.
Natal é uma das capitais mais desenvolvidas do Nordeste. Avenidas largas, edifícios gigantes, shoppings centers, hospitais, clínicas médicas, universidades bem conceituadas e um número super expressivo de estrangeiros que transformaram a cidade em lar.
Mas em volta de todo esse desenvolvimento, típico de capitais, fica fácil perceber o jeito nordestino de ser e de viver. Não me refiro só ao sotaque e às vestimentas, mas sim a uma cultura de viver com calma, com alegria, com simpatia, "sem pressa". O carnaval por lá não tem grandes programações. Mas cada casinha tem pelo menos uma fita colorida pendurada no teto que denuncia a alegria pela data festiva. A maioria das pessoas não usa calça comprida, salto alto e maquiagem nos olhos. Mas as sandálias baixas de couro, as saias de tecidos leves e as blusinhas de alcinha dão o tom da moda. Nos melhores restaurantes pouco se ouve o sotaque nordestino. Eles foram invadidos por cidadãos do mundo todo, e o borburim mistura idiomas e sotaques de tudo quanto é lugar. As placas de venda de imóveis são escritas em Inglês: "For sale", anunciam em letras garrafais. Eles vão direto ao ponto para atingir o público-alvo. Não são nada bobos esses Nordestinos.
Nas praias, pessoas caminham com placas oferecendo ajuda aos "gringos" que não estão conseguindo de comunicar. É uma espécie de tradução nordestiana. Que mordomia, héin? Nas dunas, lugar muito frequentado pelos turistas, os jegs tem nome e adereços. Você pode tirar uma foto e depois dar um troquinho para "ajudar a família". Em inglês, espanhol ou português. Nas dunas também é possível encontrar fotógrafos de primeiro escalão, que possivelmente nunca tiveram uma câmera fotográfica na vida. Mas eles dão um jeito de fazer as melhores fotos, garantir as melhores recordações e deixar o turista feliz. Isso, é claro, também seguido por aquele troquinho para a família...
Visitar o Nordeste e não se apaixonar pelas suas belezas e por seu povo hospitaleiro é missão quase impossível. Mesmo que durante o passeio você esteja morrendo de sede e passe pela seguinte situação:
- Moço, quanto custa o coco?
- 1,50
- Então me vê um?
- Tem mais coco não...

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