O texto, escrito pelo inesquecível Charles Chaplin, muito tem a ver com o filme que assisti neste final de semana no cinema. O Curioso caso de Benjamin Button (na foto acima acompanhe as mudanças que ocorrem com o personagem principal), vencedor de três Oscars e estrelado por Brad Pitt, é, acima de tudo, uma grande lição de vida. Benjamin nasce bebê, porém velho. A criança mais feia que o cinema já viu. Acontece que o passar dos anos vai o tornando cada vez mais jovem e bonito, ao contrário de todas as pessoas que ele ama - que seguem o curso normal da vida.Benjamin perde a mãe adotiva, o pai verdadeiro, os amigos, os parceiros. Inicia a vida sexual quando tem cara e corpo de velho. Mas dá um laço na prostituta pois, na verdade, ele é apenas um jovem com pouco mais de 17 anos, no auge de sua puberdade.
A história parece engraçada (e até dá vontade de viver como ele) até que Benjamin engravida sua companheira. O drama começa a tomar conta da história porque o personagem principal do filme sabe que a sua amada não teria condições de cuidar de dois bebês. E um bebê não poderia ser pai de outro...
A trama emocionante faz pensar sobre o verdadeiro sentido da cronologia da vida. Benjamin teve direito de viver como Charles Chaplin escreveu. Muito provavelmente o filme tenha tido certa inspiração neste texto. Acontece que Benjamin viveu isolado nesta cronologia correta e justa da vida. Uma pena. Muito provavelmente ele teria sido muito feliz se todos que ele ama tivessem seguido este mesmo rumo de vida. Ainda bem que, pelo menos, o diretor foi piedoso ao dar ao pobre e sofrido Benjamin o rosto de Brad Pitt. Se não seria muita desgraça numa história só...

É o que eu disse no meu blog: "Nao importa a cronologia da vida, a gente sempre vai começar de fraldas e terminar com elas". Saudades loirão!
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