Durante os próximos 15 dias (no mínimo, como muito bem frisou meu médico), estarei de repouso em casa, com a perna imobilizada e usando muletas. O motivo? Uma inflamação no tal do Tiibial Anterior que, segundo meu médico, é responsável pelos movimentos dos nossos passos. O problema me acompanha desde o final de novembro de 2008 e, depois de sucessivos erros de diagnósticos médicos, agora parece que cheguei ao profissional certo e que o problema logo vai embora. Para nunca mais voltar, espero! Além da imobilização, tive que fazer uma injeção de corticóide (já estou conformada com a idéia de ganhar de volta os quilinhos perdidos numa dieta das brabas), e preciso fazer gelo três vezes ao dia. Ou seja: agora a minha vida gira em torno do meu tornozelo.
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Passada a fase de lamentações, começo a pensar para que serve uma muleta (ou melhor, duas). E vejo um caminho bem interessante pela frente. A muleta serve para nos dar um tempo de descansar, repensar, planejar, recomeçar, ler, escrever, ver filmes, ver TV. Serve para darmos um tempo no estresse do dia-a-dia e ver o que realmente vale a pena, e o que a gente não costuma valorizar e que nos é muito importante. Como os nossos pés, que nos sustentam, por exemplo.
A muleta serve também para sentir com mais itensidade o carinho daqueles que nos amam. Afinal, são eles que tem que fazer tudo por nós. Como pegar um copo de água na cozinha e trazer pro quarto? Missão impossível, já que as duas mãos estão apoiadas nas bengalas prateadas.
***É... não é fácil ficar de repouso, sem poder caminhar, com dor no pé e na nádega, por causa da maldita injeção. Mas sei que isso tudo passa. E por causa desse repouso tenho certeza que voltarei novinha em folha, mais forte do que nunca, e com novos planos, objetivos, energia mais do que boa e muita saúde. E que assim seja!

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