
Posso até parecer quadrada, mas não gosto da idéia de ver crianças vidradas no computador. Cada vez que vejo uma coisinha linda dessas perdendo horas na frente da tela fico revoltada. Tudo bem que estar antenado ao mundo tecnológico é fundamental para a sobrevivência da nossa e das futuras gerações. Agora, deixar com que a criança troque uma brincadeira na praça, no clube, na casa dos amigos ou na escola por uma tarde em frente ao computador é demais para mim.
Criança tem que brincar, correr, pular, cair no chão. Tem que subir em árvore, tomar banho de piscina, jogar taco e futebol. Criança tem que brincar de boneca, brincar de carinho. Criança tem que ser criança.
Eu me assusto cada vez que me deparo com a inteligência desses pequenos gênios - e grande parte dessa inteligência vem, ao meu ver, dessa inversão das atividades infantis. Parece que eles perderam a inocência. Não perguntam mais sobre onde vieram- eles descobrem isso na Internet. Não são mais magricelos e esfolados - eles preferem ficar sentados na frente do computador tomando coca-cola. Não sabem o nome dos vizinhos - o computador pode jogar com eles.

Não sou nehuma entendida em pedagogia. Mas sou uma apaixonada por crianças e pela infância. E tenho certeza que esses pequenos seriam muito mais felizes se tivessem uma infância como a minha avô, o meu pai, a minha mãe e eu tivemos.
De pensar que eles não tomam groselha, não pulam sapata, não fazem comidinha de areia, não brincam de aulinha, não jogam taco e não podem mais brincar de esconde-esconde até às 10 horas da noite com um bando de vizinhos.
Tadinhos!!!

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